terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sexy Third Trip



Gastei um bom tempo pensando em qual seria o tema de minha primeira postagem no blog da EletroCrash, depois que os belos e gentis rapazes da banda cometeram a insanidade de me passar a senha. Queria agradecer a gentileza à altura, então achei adequado falar sobre o Portishead, banda cujos CDs se revezam no som do carro.

Em 2008, onze anos depois do lançamento de “Portishead” (seu último álbum em estúdio), a banda britânica lançou mais um, esperadíssimo. Particularmente, ainda prefiro “Dummy” (1994), por causa da pegada mais sexy de músicas como “Glory Box” e “Sour Times”, mas escutar “Third” é também uma experiência lasciva e misteriosa. A voz de Beth Gibbons continua melancólica, quase desesperada. Ela fascina. Não que tenha um incrível sex appeal ou use decotes vertiginosos, é até uma mulher bem normal em termos de showbizz. Mas escutem “Tom the Model”, de sua incursão solo, e me digam se exagero.

Ao longo das 11 faixas de “Third”, fica claro que a sensualidade está menos evidente, mas o som é ainda hipnotizante. Cada faixa é um novo mistério. Algumas são mais tensas, outras mais leves, algumas pesadas, tudo a cara do Portishead, meio imprevisível. Vale a pena descobrir quais são suas favoritas. E ainda saber que não serão necessários anos de espera pelo próximo trabalho, pois eles já está preparando o próximo disco.

Ainda não conheci alguém que tenha escutado Portishead de verdade e não gostado (ou, no mínimo, achado interessante). A associação que caracteriza o Trip Hop - música eletrônica lenta, marcada por downbeats, com instrumentos convencionais e acústicos – diferencia cada um dos artistas que seguem esse gênero, permitindo uma espécie de “assinatura” no trabalho. Os três integrantes da banda descobriram a deles já no primeiro álbum, acabaram consagrando o Trip Hop e foram além dele.

A qualidade musical do Portishead é unanimidade entre os que apreciam esse estilo, mas isso não é tudo. Em minha opinião (e na de milhões de outras pessoas), Portishead é a melhor trilha sonora para sexo do mundo. Depois deles, Marilyn Manson empata com alguns outros, dependendo da ocasião. Só que isso já é assunto para outro dia – levante a mão quem achar que música e sexo associados não valem um texto inteiro...

www.portishead.co.uk

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