terça-feira, 5 de agosto de 2008

Hives de “black and white”




Meu namorado criou uma expressão para definir o tipo de banda que aprecio: “bandinhas Tim Festival”. Em vez de ficar incomodada com o evidente tom de escárnio com que ele fala isso, farei o contrário: vou criar uma espécie de “Sessão Bandinhas Tim Festival” no blog da EletroCrash. Pra falar das tais “bandinhas” e homenagear minha “cara-metade”.

Começarei com The Hives. O mais recente álbum deles (quarto em estúdio) foi lançado no ano passado: “The Black and White Album”. Rock da melhor qualidade, que não deixa nada a dever para os anteriores Barely Legal (1997), Veni Vidi Vicious (2000) e Tyrannosaurus Hives (2004). Lembro de uma vez ter lido a respeito do Hives um artigo dizendo algo como “eles fazem rock de macho”. Achei grosseiro, mas tive que concordar. E machos são fundamentais para a perpetuação da espécie.

Além de fazerem música que conquistou fãs desde o primeiro disco, os suecos são muito estilosos, como dá pra ver nas fotos. Mas decidi escrever sobre eles porque estarão no Brasil no início de setembro, com shows em Brasília (dia 05), em São Paulo (dia 06) e no Rio de Janeiro (dia 07). Em São Paulo, tocarão no festival Orloff Five, junto com Plasticines, Melvins e Vanguart (outras “bandinhas TIM Festival”). Quem puder, não deve perder.

Ainda não tive a chance de assisti-los, mas comenta-se que os rapazes esbanjam energia no palco, sempre vestidos de preto e branco. O vocalista Howlin’ Pelle Almqvist, por exemplo, pula, escala e tem o hábito de se jogar sobre o público. Quem quiser uma prévia do show pode escutar “We All Right!” e “T.H.E.H.I.V.E.S.”, do “Black and White”, e esperar pelo que está por vir. Afinal, macho que é macho não decepciona.

http://www.hives.nu/
www.myspace.com/thehives

Sexy Third Trip



Gastei um bom tempo pensando em qual seria o tema de minha primeira postagem no blog da EletroCrash, depois que os belos e gentis rapazes da banda cometeram a insanidade de me passar a senha. Queria agradecer a gentileza à altura, então achei adequado falar sobre o Portishead, banda cujos CDs se revezam no som do carro.

Em 2008, onze anos depois do lançamento de “Portishead” (seu último álbum em estúdio), a banda britânica lançou mais um, esperadíssimo. Particularmente, ainda prefiro “Dummy” (1994), por causa da pegada mais sexy de músicas como “Glory Box” e “Sour Times”, mas escutar “Third” é também uma experiência lasciva e misteriosa. A voz de Beth Gibbons continua melancólica, quase desesperada. Ela fascina. Não que tenha um incrível sex appeal ou use decotes vertiginosos, é até uma mulher bem normal em termos de showbizz. Mas escutem “Tom the Model”, de sua incursão solo, e me digam se exagero.

Ao longo das 11 faixas de “Third”, fica claro que a sensualidade está menos evidente, mas o som é ainda hipnotizante. Cada faixa é um novo mistério. Algumas são mais tensas, outras mais leves, algumas pesadas, tudo a cara do Portishead, meio imprevisível. Vale a pena descobrir quais são suas favoritas. E ainda saber que não serão necessários anos de espera pelo próximo trabalho, pois eles já está preparando o próximo disco.

Ainda não conheci alguém que tenha escutado Portishead de verdade e não gostado (ou, no mínimo, achado interessante). A associação que caracteriza o Trip Hop - música eletrônica lenta, marcada por downbeats, com instrumentos convencionais e acústicos – diferencia cada um dos artistas que seguem esse gênero, permitindo uma espécie de “assinatura” no trabalho. Os três integrantes da banda descobriram a deles já no primeiro álbum, acabaram consagrando o Trip Hop e foram além dele.

A qualidade musical do Portishead é unanimidade entre os que apreciam esse estilo, mas isso não é tudo. Em minha opinião (e na de milhões de outras pessoas), Portishead é a melhor trilha sonora para sexo do mundo. Depois deles, Marilyn Manson empata com alguns outros, dependendo da ocasião. Só que isso já é assunto para outro dia – levante a mão quem achar que música e sexo associados não valem um texto inteiro...

www.portishead.co.uk

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Live Act Percussion and Bass

Beats de música eletrônica + percussão com punch roqueira + o groove e o peso do baixo
A união dos amigos Adriano Prestes (DJ), Lourenço Oliveira (percussion) e André Melo (bass), músicos com anos de estrada e estilos musicais completamente distintos, é celebrada em doses maciças de live act, uma das tendências mais promissoras do novo cenário da música eletrônica.

2007 – o início

Em 2007, os músicos da banda uniram suas experiências e preferências musicais sob o nome Eletrocrash com a proposta de levar às pistas a sonoridade eletrônica mesclada aos recursos e elementos que compõem um show de rock. Da união orgânica e visceral do rock com as batidas de progressive house, electro house e house, nasceu o live act percussion and bass da Eletrocrash.

Uma das mais importantes bandas do cenário eletrônico na América Latina.

Pista lotada e público interagindo durante toda a apresentação. Essa é uma constante nos shows realizados pela banda no Brasil e exterior.

O groove e a performance bombástica do baixista André Melo, as sessões metralhantes da percussão de Lourenço Oliveira e o convite às viagens e experiências sonoras dos beats do DJ Adriano Prestes têm angariado uma nova legião de seguidores e admiradores por onde quer que a banda se apresente.

Ritmos harmoniosos e absolutamente dançantes.

A união de estilos e referências diversas trouxe para a música da banda uma sonoridade equilibrada em ritmos que prezam pela harmonia e pelo forte apelo dançante.

Dois músicos rodados. Um novo momento.

Para os músicos Lourenço Oliveira e André Melo, que carregam na bagagem trabalhos com diversas bandas e artistas do cenário musical, trilhar pela primeira vez os caminhos da música eletrônica é uma experiência de troca ímpar: ganham os músicos com novas e infinitas possibilidades, e o público, com sonoridades ricas e com apresentações inflamadas de uma live act.